Com categoria dividida e duas derrotas judiciais, o Sindicato Campo-Grandense dos Professores (ACP) mantém a greve nas escolas públicas da Capital e garante que irá provar que 80% dos professores, mínimo exigido pela Justiça para estarem em sala de aula, estão trabalhando, se somados aos profissionais dos Centros de Educação Infantil (Ceinfs). Segundo o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, o sindicato moverá uma ação popular contra a prefeitura para que supostas irregularidades do prefeito Gilmar Olarte, que impediram o cumprimento da lei, sejam expostas à sociedade.
A primeira derrota da categoria na Justiça ordenou que os profissionais voltassem para as salas de aula, sob multa diária no valor de R$ 25 mil. Para não pagar o valor, o sindicato afirma que irá provar que 80% dos profissionais estão trabalhando. Uma nova assembleia está marcada para amanhã (17), às 8h. Em seguida, o sindicato fará uma passeata de protesto até a prefeitura da Capital, onde os professores pretendem ser recebidos pelo prefeito.
Na última sexta-feira, durante votação para decidir se a greve continuava ou não, por pouco o sindicato não foi derrotado. Uma das principais preocupações dos professores é perder o ano letivo e, por isso, parte deles optou por continuar as aulas, caso contrário teriam que voltar antes do fim das férias. Outra questão que influenciou bastante a votação acirrada foi o temor pela perda do emprego, sendo que muitos professores são temporários.
A reportagem de Rosana Moura está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.