Com apenas duas viaturas, uma para atender incêndios e outra para atender acidentes, o 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Três Lagoas (MS) precisa seguir uma lista de prioridades na hora de efetuar os seus atendimentos, já que além do município, os bombeiros atendem ainda a Região do Bolsão de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o comandante do 5º Grupamento, major Leandro Mota de Arruda, a situação vem se arrastando desde 2008, quando a unidade recebeu uma nova viatura, estilo ambulância, apta a atender acidentes. “Hoje, trabalhamos com a mesma ambulância, porém, em condições precárias, já que ela roda de mais e a manutenção não é regular”, disse.
Enquanto o veículo estava na garantia as revisões eram mais completas. Hoje, porém, os bombeiros conseguem manter o básico: troca de óleo e pneus, por exemplo. “Infelizmente, o processo de aprovação e execução das manutenções, que hoje são feitas em várias oficinas da cidade, é lento e como temos apenas uma viatura de cada não conseguimos deixar o veículo por vários dias parado, mesmo que seja necessário”, destacou Arruda.
Questionado se a população já deixou de ser atendida pela falta de viaturas o comandante disse que não, sobretudo, explicou que há uma lista de prioridades. “Por exemplo, se temo um incêndio de grande proporção e uma chamada de combate de abelhas, vamos atender primeiramente o incêndio. Nestes casos, é comum chegarmos a ocorrência ‘menos relevante’ e o morador já ter dado um jeito”, explicou.
A situação só não é mais alarmante porque o Corpo de Bombeiros vem trabalhando em parceria com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que também enfrenta problemas com a falta de viaturas. “A maioria dos acidentes é atendida pelo Samu, porque nossa viatura está sempre ocupada. Se acontecer um desastre no município e no Bolsão ao mesmo tempo, alguém vai ficar sem atendimento”, completou.
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