Prostituição e tráfico de drogas, que há alguns anos se perpetuam na Vila Carlota, mais especificamente da região próxima da Avenida Costa e Silva, geram medo e sensação de insegurança a moradores. Situações estas que acabam em ações violentas, como roubos. Além disso, usuários de drogas estariam improvisando motéis em vias públicas. Segundo denúncias, praticam atos sexuais, independentemente do horário ou movimentação de pessoas.
A região é conhecida, não de hoje, por ser frequentada por prostitutas e travestis, que, em esquinas, passam a noite e a madrugada em busca de “clientes”. Há algum tempo tornou-se, também, referência na venda de droga. Com a certeza de que ações policiais não inibem crimes, moradores se viram como podem. É o caso de um morador na Rua São Cosme Damião, de 34 anos. Depois que teve uma faca encostada no pescoço, em assalto, ficou mais cauteloso.
“A movimentação maior começa a partir das 18h, horário em que estamos chegando do trabalho. A questão aqui é antiga. Lembro-me de que, há cerca de um ano, voltava para casa, no meu carro, quando fui cercado por dois travestis. Um colocou uma faca no meu pescoço e o outro pedia dinheiro. Reagi, acelerei e fui embora. Estava com o vidro aberto, acabei facilitando, mas hoje só ando com os vidros fechados e portas travadas”, lembrou.
A reportagem, de Laura Holsback, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.