Com 400 pessoas a mais para fazer o policiamento das regiões de Campo Grande durante as festas de fim de ano, a Polícia Militar não vai poder contar com um sistema que seria fundamental nessa segurança: o videomonitoramento. Previsto desde de 2012, as câmeras que deveriam ser usadas para monitorar a região central da cidade auxiliariam no policiamento, com imagens em tempo real de várias áreas.
Ontem de manhã, durante a apresentação do plano de segurança para este fim de ano, o videomonitoramento foi lembrado como um serviço fundamental, mas o que tudo indica não vai sair do papel. O prazo para que as obras comecem sem que a prefeitura precise devolver os recursos ao governo federal vence em 23 de dezembro. “Estamos na eminência de perder o recurso, se ele não for empregado até 23 de dezembro”, lamentou o presidente do Conselho de Segurança do Centro, Adelaido Luiz Vila.
Para ele, a esperança que o projeto se torne realidade e venha a contribuir com a segurança na região é praticamente inexistente. “Para mim, o dinheiro a gente já perdeu. Não houve empenho do Poder Público em levar esse projeto para frente”, sustentou durante sua fala na apresentação de ontem de manhã, na Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG).
A reportagem, de Lucia Morel, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.