A família de José Aparecido dos Santos, 49 anos, encontrado morto na última sexta-feira (21), na funilaria onde trabalhava, no Rita Vieira, velou e enterrou o corpo errado, depois de troca feita pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande. Revoltados, os familiares contam que foram chamados para uma reunião a portas fechadas com equipe do Instituto, às 15h de ontem (25), e informados que o homem sepultado na última terça, no Cemitério Santo Amaro, não era de José.
Eles também relatam que o Imol demorou para liberar o corpo. Depois de prometer que isso seria feito no sábado e, posteriormente, no domingo, a liberação ocorreu apenas na terça. Neste dia, às 10h, a família fez o cortejo até o cemitério e acompanhou o sepultamento. O caixão estava lacrado, devido ao avançado estado de decomposição.
Ainda de acordo com os familiares, durante o encontro na tarde de quarta, o Imol pediu para o caso não ser divulgado à imprensa. O corpo enterrado no Santo Amaro foi exumado a pedido da 6ª Delegacia de Polícia e encaminhado de volta para o Instituto. Segundo a polícia, os dois cadáveres passarão por um novo exame de DNA. A informação repassada pelo Imol à família é que o corpo sepultado é de um homem identificado como Cícero Rosa.
Na manhã desta quinta-feira (27), o Imol ligou, dizendo que iria fazer a troca dos caixões, mas a família não aceita isso. "Nós queremos um velório digno para nosso irmão. Deram a ele um tratamento de cachorro. Eu chorei por um corpo que não era o do meu irmão. Queremos justiça", afirmou Celina Alves, de 56 anos, irmã da vítima. José Aparecido deixou três filhos.
Os parentes também querem uma nova perícia para determinar a causa da morte, que consta como "indeterminada" no atestado de óbito. Segundo eles, o homem sofria de epilepsia. Os familiares afirmam que entrarão na Justiça contra o Instituto.