O reajuste que alcançou a casa de R$ 9 milhões mensais (R$ 2,7 bilhões em 25 anos de contrato) pela coleta de lixo e limpeza urbana em Campo Grande pode ter sido concedido ilegalmente pela prefeitura, conforme apurou o Correio do Estado. O aumento milionário vai para a conta do consórcio Campo Grande Solurb, composto pelas empresas Financial Construtora Industrial (empresa líder) e LD Construções Ltda.
Assim que venceu a concorrência pelo serviço, em outubro de 2010, na gestão de Nelsinho Trad (PMDB), a prefeitura noticiou que a Solurb cobraria em torno de R$ 4,3 milhões mensais pelo manejo de resíduos sólidos e ainda para executar “todos os serviços referentes à limpeza urbana”.
No entanto, uma série de suspeitas pesam sobre anunciado à época pela prefeitura. A reportagem apurou que, pelo combinado no edital da licitação, a tarefa da Solurb seria a de coletar lixo em “100%” do território de Campo Grande e zelar pela limpeza em “35%” da área da cidade.
Antes da concorrência que elegeu a Solurb como a concessionária do lixo por período de 25 anos, outra empresa, a Litucera, recebia uma média de R$ 4,3 milhões anuais (R$ 358 mil mensais) para cuidar somente da limpeza da cidade. Limpeza urbana, no linguajar do serviço público, quer dizer varrição de rua, pintura de meio-fio, poda de árvore e coleta de entulho.
A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje (28) do jornal Correio do Estado.