Até este sábado (29), a polícia não havia prendido os envolvidos no caso do garoto de 10 anos de idade, achado morto, supostamente baleado, dentro do chiqueiro de uma chácara nos fundos do Jardim Noroeste, em Campo Grande.
O crime, ocorrido na noite de quinta-feira passada, é investigado pela 3ª Delegacia da cidade, que não funciona nem sábado nem domingo. “Liga na segunda-feira”, aconselhou um plantonista que atendeu o telefone.
De acordo com o apurado até agora, Paulo Ricardo de Lima Simão, que ontem completaria 11 anos de idade, saiu de casa com três colegas, também menores, os quais seguiram rumo à chácara, onde iam catar mangas.
Ocorre que, no caminho de volta, um homem disparou tiros na direção das crianças, um deles acertou Paulo Ricardo, que pediu que os três colegas fugissem dali.
As três crianças retornaram para suas casas, mas não contaram o episódio aos pais. Pela manhã, o corpo do menino baleado foi achado caído num chiqueiro.
Policiais que foram ao local disseram que o menino foi ferido na cabeça e também havia sinais de perfurações no corpo, provocadas provavelmente por espetos usados por catadores de lixo – perto do bairro existe um aterro.
Assim que soube da morte, a mãe da criança sofreu um ataque cardíaco, mas sobreviveu.
Ainda não se sabe o motivo de a família do menino não ter procurado por ele na noite anterior, somente pela manhã, quando soube da tragédia.
Anteontem, a delegada Daniela Garcia disse acreditar que o garoto corria em direção ao aterro quando foi baleado na cabeça.
Ainda segundo a policial, perto do chiqueiro onde a criança caiu morta havia chinelos fabricados para o público feminino, o que levanta suspeitas de que uma mulher tenha participado do crime.