A Santa Casa de Campo Grande deverá disponibilizar 100 novos leitos para atender enfermaria, cuidados prolongados e, provavelmente, psiquiatria. Segundo o presidente da mantenedora da Santa Casa, a Associação Beneficente (ABCG), Wilson Teslenco, o funcionamento de todos ainda deve demorar para ter início, mas alguns poderão começar a operar dentro de 30 a 60 dias. Nesta terça-feira (2), foi assinado convênio com a prefeitura para repasse adicional de R$ 3 milhões por mês, de janeiro até abril de 2015, totalizando R$ 12 milhões.
Teslenco explicou que os 100 leitos ficarão em uma ala do hospital que estava parada, aguardando reforma que não aconteceu. Com a medida, a prefeitura cumpriria a determinação judicial de ampliar a oferta de vagas. Segundo o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, a implantação ajuda muito, mas não é uma solução definitiva. "É um avanço. Nós estamos atendendo a recomendação do Ministério Público e à população", disse.
A Justiça determinou, no mês passado, que o Município não pode internar pacientes, por mais de 24h, em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde. Além disso, deve disponibilizar leitos.
Repasse
Segundo Teslenco, os R$ 3 milhões garantem o pagamento integral de fornecedores e colaboradores, o que não vinha acontecendo desde agosto. Ele disse ainda que o hospital precisaria receber mais R$ 1 milhão por mês (totalizando R$ 4 milhões) para alcançar a estabilidade. A dívida da Santa Casa atualmente é de R$ 24 milhões.
Questionado sobre o período de somente quatro meses de contrato, Olarte disse que isso ocorre porque irá abrir negociação no ano que vem. "A partir de janeiro, precisamos envolver de forma muito definitiva e séria o governo do Estado e o governo federal, que têm a responsabilidade também de financiar. A gestão plena é do Município, mas o financiamento não é todo do Município. Tem que vir os recursos do governo federal e também uma colaboração significativa do governo estadual", afirmou.