Relatório preparado pela prefeitura revela que o Instituto Mirim de Campo Grande não presta mais contas ao município desde abril do ano e tem agido como se fosse uma empresa privada, embora sustentado por dinheiro público. Pior que isto: recursos que irrigam as contas da corporação, em torno de R$ 2,1 milhões mensais, estariam sendo aplicados em obras inexistentes e também em compras superfaturadas.
Pelo diagnóstico da prefeitura, as supostas fraudes foram influenciadas pelo prefeito afastado Alcides Bernal, do PP, que teria “tomado” o Instituto Mirim do município.
Ainda segundo o parecer da prefeitura, o Instituto Mirim é comandado desde abril de 2013 por dez associados à corporação, todos ligados ao ex-prefeito.
Tais integrantes elegeram a atual presidente do conselho deliberativo do instituto, a que manda na entidade, Mozania Ferreira Campo Raquita.
Completam o conselho o ex-prefeito Bernal, a mulher dele Míriam Gonçalves, Élvio Bernal, primo do casal. O restante, aponta o relatório, são ex-assessores do prefeito cassado em março deste ano.

A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.