Campo Grande sediará, neste fim de semana, o maior evento de Paintball Real Action do país. A terceira edição da Operação Cavalo de Aço (CA 2014) contará com 27 equipes. São 220 atletas de 11 estados que irão combater em 24 horas ininterruptas de combates.
O advogado Lucas Fioravante, por exemplo, vai encarar 500 km de Presidente Prudente (SP) a MS para jogar o evento. Ele faz parte da equipe Simulated Operations Commmand (Socom): “Pretendo participar deste evento todos os anos. É perfeito no que se refere à segurança, recepção dos jogadores de fora, etc”, afirma.
Seis integrantes da equipe Razgriz - Grupo Tático de Paintball Real Action, de Porto Alegre (RS), também estarão em Campo Grande para participar do CA 2014. Integrante da equipe, Sérgio Gutérres Nunes afirma que a expectativa é grande. “Desde o momento que vimos nas redes sociais as imagens do Cavalo de Aço do ano passado começamos a estudar a possibilidade de participar. É um dos maiores eventos do gênero do país”.
Estrutura
O Cavalo de Aço 2014 contará com apoio de órgãos da segurança pública no que diz respeito à logística e segurança. “Este ano teremos muitos diferenciais, como alojamento para equipes de fora do Estado, base de combate, artefatos para as missões, avaliações dos participantes, troféus, participação de dois helicópteros, paraquedistas e muitas outras novidades”, explica o chefe da equipe de organização do evento, Ridan Elias.
O evento prima pela segurança dos participantes e, para isso, contará com uma enfermaria instalada no próprio local para atendimentos rápidos e uma ambulância com médico e socorristas 24h no local do evento – uma colaboração da Federação Estadual de Paintball do Mato Grosso do Sul (FEPA - MS). “Além disso, contaremos com a participação de cerca de 10 estudantes de enfermagem que vão colaborar se revezando 24h na garantia da saúde de todos os participantes com medição de pressão entre outras ações preventivas”, explica Tiago Augusto Medeiros, sócio da Assault Paintball.
“O que atrai nesse jogo é o fato do jogador precisar superar seus limites físicos e mentais em um jogo que dura 24 horas, com cerca de 12 missões extremamente difíceis e cansativas, no estilo ‘sobrevivência’. É um desafio e tanto, mas com toda a segurança e organização”, informa Ridan.
Como funciona
Para quem não conhece o esporte, vale uma explicação. O Real Action (ou simplesmente RA) é uma variação do Paintball que busca uma proximidade quase teatral com a realidade de um confronto militar e possui regras elaboradas. Nos Estados Unidos e na Europa, a modalidade é chamada de Militar Simulation (Milsin). Dentre os principais diferenciais do RA está uma maior complexidade das missões, períodos de jogos mais extensos, limitação de munição (180 disparos divididos em 30 já carregados e mais cinco carregadores de 30 tiros) e a presença de especialistas que possuem funções específicas no jogo como o líder de equipe, o atirador de elite, SAM (jogador com mais munição disponível), médico, armeiro e engenheiro.
Apesar do caráter “militar”, a agressividade fica do lado de fora do campo. “Não há contato direto entre os jogadores. Lesões são raras e ocorrem mais por quedas ou esforço para se desvencilhar de obstáculos e fugir dos ‘tiros’, ou pelo desrespeito às regras básicas como jamais tirar sua máscara em campo, nem atirar em pessoas fora do jogo e sem proteção. Ações que levam a expulsão de qualquer jogador”, explica Ridan.
A desvinculação com qualquer estímulo à violência está até na nomenclatura do esporte. A primeira coisa que um novato aprende é que o equipamento usado para disparar as bolinhas de tinta (a munição) não se chama arma, mas marcador. O equipamento, que simula uma arma de fogo, dispara bolas de um material gelatinoso, semelhante às capsulas de medicamentos, que ao acertar o “inimigo” marca-o com tinta, eliminando-o do jogo.
Mais informações: (67) 9606-9633 http://www.paintballeventos.com.br/