O secretário municipal de saúde, Jamal Mohamed Salem, disse ontem que o município precisa de pelo menos R$ 4 milhões para dar continuidade ao Sistema de Gestão Integrada da Saúde (Gisa), o qual ele admite que não funciona e “nunca funcionou”. Estes recursos necessários para tornar operacional o programa, que permite o agendamento de consultas em postos de saúde por telefone, são inferiores aos R$ 6,8 milhões que a Controladoria Geral da União (CGU) afirma, em relatório, terem sumido.
Jamal e a CGU concordam em um aspecto: todo o recurso para a instalação do sistema já foi repassado pelo Ministério da Saúde, e totalizam R$ 8.166.364,00. A contratação do Consórcio Contisis, liderado pela Telemídia & Technology International Comércio e Serviços, ocorreu em 2009, na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad, com o atual deputado federal, Luiz Henrique Mandetta (DEM), na titularidade da Secretaria Municipal de Saúde. Foi Mandetta, conforme a CGU, que conduziu todo o processo de contratação e implantação do Gisa.
Ontem, em entrevista, o atual secretário fez questão de afirmar que esta administração “não tem responsabilidade nenhuma com o Gisa”, que segundo ele, “foi uma herança das administrações anteriores”.
A reportagem, de Eduardo Miranda, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.