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América Latina se compromete a reflorestar 20 milhões de hectares

América Latina se compromete a reflorestar 20 milhões de hectares

Redação

08/12/2014 - 05h00
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Sete países da América Latina se comprometeram neste domingo a replantar 20 milhões de hectares de terras degradadas até 2020, durante a Conferência Climática das Nações Unidas (COP20), celebrada em Lima.

Em um ato paralelo à cúpula da ONU, ministros da Agricultura e do Meio Ambiente de México, Peru, Guatemala, Colômbia, Equador, Chile e Costa Rica apresentaram o plano de recuperação de solos de seus respectivos países.

O México comprometeu-se a recuperar 8,5 milhões de hectares; o Peru, 3,2milhões; a Guatemala, 1,2 milhão, e a Colômbia, 1 milhão.

O Equador se propõe a reflorestar 500.000 hectares; o Chile, 100.000 e aCosta Rica, 50.000. Além disso, foi lançado um plano regional para apreservação da Patagônia, que recuperaria 4,1 milhões de hectares e outro de florestas, de 1,6 milhões de hectares.

Estima-se que haja na América Latina 200 milhões de hectares de terras degradadas, segundo o Centro Internacional de Agricultura Tropical, sediado na Colômbia.

"No Peru, perdemos florestas a uma velocidade impressionante. As atividades que mais pressionam (o desmatamento) são a mineração ilegal, o sobrepastoreio e o plantio de coca", alertou o ministro da Agricultura, Juan Manuel Benites.

"Precisamos encarar um replantio produtivo e conseguir uma agricultura neutra em carbono", acrescentou.

Enquanto isso, o ministro argentino da Agricultura, Roberto Delgado, pediu quese detenha o desmatamento.

"Além de recuperar os solos, é muito importante que paremos de perder hectares", disse.

O compromisso, conhecido como Iniciativa 20x20, que terá US$ 365 milhões em apoio de parte de investidores privados, visa a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, gerados pelo desmatamento e pela mudança no uso do solo.

Segundo especialistas, a América Latina é uma das regiões do mundo mais vulneráveis às mudanças climáticas.

No sábado, líderes de diversas etnias indígenas da Amazônia brasileira, peruana, equatoriana e colombiana se reuniram para exigir os direitos sobre seus territórios diante dos delegados de 195 países que participam da COP20.

 

Vestindo trajes tradicionais, com colares e plumas, cerca de 500 representantes de comunidades indígenas da selva amazônica se reuniram na praia Agua Dulce, onde desenharam com seus corpos a imagem de uma árvore, unida ao rosto de um nativo, sob o qual apareciam os dizeres: "Povos + direitos, florestas vivas".

"Queremos florestas livres de petróleo e de mineração, sem corte ilegal. Exigimos nossos direitos territoriais. Sem as florestas, os povos indígenas não podem sobreviver", disse à AFP Henderson Rengifo, líder da etnia achuar e da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Floresta Peruana (Aidesep), que convocou a mobilização.

Durante quatro horas, os indígenas fizeram várias atividades de "sensibilização" sobre a conservação florestal, bem como de seus meios devida, com cânticos e danças tradicionais.

Os manifestantes lembraram o assassinato, em setembro, de quatro ambientalistas da etnia ashaninka, entre eles seu líder, o peruano Edwin Chota, supostamente morto a mando de madeireiros ilegais na localidade amazônica de Saweto.

"Não podem nos negar nossas terras. Estamos preocupados, não queremos mais companheiros mortos", disse Rengifo.

Segundo a Aidesep, pelo menos 1.160 comunidades indígenas reivindicam títulos de propriedade no território em que estão assentadas na Amazônia. Diante dos delegados da cúpula da ONU, que se estende até o dia 12, as comunidades indígenas pediram a titulação de 20 milhões de hectares de floresta.

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