Avenidas inauguradas nos últimos anos, como a José Barbosa Rodrigues, que margeia o Córrego Imbirussu, e o prolongamento da Ernesto Geisel, marginal do Córrego Segredo, que deveriam evitar enchentes nas regiões norte e oeste não passaram na prova da grande chuva de anteontem, quando o volume chegou a 70 milímetros. A explicação do município para o ocorrido foi o excesso de sujeira nos bueiros dessas vias. O volume da chuva de anteontem,conforme o chefe da Defesa Civil, Hélio Daher, é 1/3 do esperado para todo mês de dezembro. A chuva foi tão forte que até mesmo locais que não registravam desabrigados há oito anos foram atingidos. A chuva ainda arrancou asfaltos, derrubou árvores e espalhou lama por toda cidade.
A Vila Popular, segundo a Defesa Civil, foi o bairro mais prejudicado. Desde 2006 não ocorria alagamento nas casas da Rua Rádio Maia, desde que a prefeitura realizou obras de contenção de enchentes no Córrego Imbirussu, que corta a via. Ali, 30 famílias tiveram que sair de suas casas por algumas horas até que a água, que alcançou 75 centímetros de altura, baixasse.
Moradora dali há 30 anos, Diair Ferreira Mendes, 68 anos, cansou de ver sua casa invadida pela água que transborda as margens do córrego. Há oito anos, ela achou que esse problema havia acabado, mas não. “A água subiu num segundo. Sempre que o tempo fecha é um sufoco. A gente já fica esperando, mas das últimas vezes chegava até a calçada de casa, passava um pouco do portão, mas grave igual desta vez, faz tempo”.

A reportagem, de Lucia Morel, está na edição de hoje (20), do jornal Correio do Estado.