Cidades

1º de janeiro

Lobão nega participação em desvios na Petrobras e diz que deixará ministério

Lobão nega participação em desvios na Petrobras e diz <br>que deixará ministério

Redação

23/12/2014 - 12h45

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), disse que deixará o cargo no dia 1º de janeiro e negou estar envolvido em qualquer esquema de desvio de recursos da Petrobras.

Lobão foi citado pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa em depoimento que faz parte de acordo de delação premiada. O nome do ministro também aparece numa lista de pessoas com privilégio de foro que o STF (Supremo Tribunal Federal) analisa se serão ou não processadas em decorrência da Operação Lava Jato.

O ministro disse que até hoje não sabe do que está sendo acusado e, por isso, não pode fazer sua defesa de forma adequada. Mas já adiantou que não tem responsabilidade sobre atos da empresa.
"Digo e repito que não devo nada. Estou isento de qualquer culpa, venha ela de onde vier", afirmou.

Lobão também defendeu a gestão da atual presidente da empresa, Graça Foster, a quem qualificou de gestora "rigorosa e séria". Segundo ele, a empresa é fiscalizada com rigor, seja pela auditoria interna, externa e também pelo TCU, que, segundo ele, solicita ao ano mais de 100 mil documentos a companhia. Mas, para Lobão, mais fiscalização é sempre uma boa medida.

"A Petrobras não está solta no espaço. Ela é fiscalizada. No que depender dela [Graça Foster], tudo se corrigirá rápido e bem", disse o ministro.

Segundo Lobão, a presidente Dilma Rousseff deverá anunciar ainda nesta terça (23) seu sucessor e também outros ministros. Brincando, ele disse ainda não saber quem vai substituí-lo. Ele afirmou que o novo ministro encontrará um ministério organizado e planejado.

Após seis anos no ministério, Lobão voltará a ser senador em janeiro. Ele afirmou que seu partido continuará ajudando o governo e negou que exista uma guerra com o governo.

"O PMDB tem sido solidário e eficiente. Pode haver alguma divergência, mas não guerra, nem falta de apoio [ao governo]", afirmou o ministro.

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