Cidades

valores abusivos

Demanda cria ''indústria'' do estacionamento na Capital

Nas ruas da região central da cidade existem mais de 2,4 mil vagas

Redação

28/12/2014 - 00h00

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) regulamenta, atualmente, 2.458 vagas de paradas de veículos, espalhadas pelo centro de Campo Grande. O número é insuficiente para suprir a demanda, e, por conta disso, a região se transformou em uma verdadeira indústria do estacionamento. Mesmo havendo regras para a cobrança, no entanto sem a existência de regulamentação que estabeleça valores, donos de estacionamentos privativos cobram o que querem dos motoristas que ficam reféns de valores muitas vezes considerados abusivos. 

Com a última ação de fiscalização promovida pela Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon),  proprietários dos estabelecimentos foram obrigados a ajustar o tempo para cobrança, conforme rege Lei Municipal de número 7.654/14, conhecida como Lei do Estacionamento Justo e em vigor desde o mês passado. Apesar da exigência, os valores cobrados ficam a critério de donos. “Fiscalizamos o cumprimento da lei que determina fracionamento da cobrança. O valor estipulado é facultativo”, pontuou Gabriel Cassiano, superintendente interino do Procon estadual.

A lei de autoria do vereador Elizeu Dionísio (SD) diz que os estacionamentos devem respeitar o modo de cobrança fracionada, ou seja, o valor deve ser proporcional ao tempo que o consumidor utiliza o serviço, reajustando a cobrança no intervalo de 15 minutos. O não cumprimento da lei prevê multa de R$ 500, que dobra em caso de reincidência. A medida vale tanto para estacionamentos no centro da cidade, como de shoppings, rodoviária e aeroporto.

A reportagem, de Laura Holsback, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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