Cinco anos depois da publicação do Decreto 11.090, que regula e obriga a construção de calçadas em Campo Grande, a falta de pavimentos e os pisos danificados ainda são problemas para os pedestres. Além de olhos atentos no chão para evitar quedas, em alguns casos é preciso utilizar a rua para driblar os buracos.
É o caso de um imóvel abandonado na Rua Senador Ponce, no Bairro Monte Líbano. Sem receber qualquer tipo de manutenção, a calçada foi encoberta pelo mato, que ocupou o espaço onde antes existia o concreto. O técnico em vidros Max Higa, 40 anos, lamentou a falta de atenção por parte dos proprietários e do próprio poder público, com relação ao problema. Recentemente, ele passou por uma cirurgia e ficou cerca de um mês em uma cadeira de rodas.
“Não tinha dimensão do problema. Mas, quando fiquei na cadeira de rodas, senti na pele, foi uma experiência muito difícil”, comentou Max, enquanto observava a calçada danificada.
Para o comerciante Mauri Ribas, 44 anos, deveria haver uma rígida fiscalização para punir os proprietários que descumprem a lei. Ele ressalta que o problema acontece até mesmo ao lado de escolas públicas, colocando em risco a vida dos alunos.
Como exemplo, um imenso terreno sem calçada, que fica ao lado da Escola João Carlos Flores, na Rua Assunção, no Bairro Rita Vieira. Todos os dias, os estudantes precisam utilizar a rua por um trecho que compreende, pelo menos, 60 metros, até chegarem à calçada mais próxima. “Reduzo a velocidade e redobro a atenção com toda essa gurizada na rua. A gente precisa buzinar para poder passar com o carro pela rua”, afirma o comerciante.
A reportagem, de Rafael Bueno, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.