A Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo (MS) aceitou, por unanimidade, todas as denúncias contras os oito vereadores afastados depois de operação que apurou o esquema de corrupção conhecido como "farra das diárias" e criou Comissão Processante para julgar os acusados. A denúncia de processo, que poderá resultar na cassação dos oito vereadores, foi apresentada pelo diretório municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB), na terça-feira (13).
Na denúncia, consta o pedido de providências referentes às irregularidades na contratação de empresas e no pagamento de diárias a vereadores e funcionários do Legislativo Municipal. Em todos os casos, apresentados de forma individual, a decisão pela criação da Comissão Processante foi unânime.
Votação
Assim que a denúncia foi oficialmente acatada, iniciou-se, por ordem alfabética, a votação que decidiu pela investigação através da Comissão Processante de todos os afastados. Primeiro, e por nove votos a favor e nenhum contra, Adalberto Alexandre, o Betinho, será julgado por peculato e improbidade administrativa. Por ser suplente de Betinho, o vereador Roberto Carlos Lins ficou impedido de votar nesse caso.
O segundo a receber todos os votos favoráveis à sua investigação, com exceção de seu suplente, foi o vereador do PSC, Antonino Ângelo da Silva, ex-vice presidente da Câmara. Ângelo responderá perante à Comissão pelos crimes de peculato e improbidade administrativa. A vereadora do PSDB, Célia Pinto, foi a terceira da lista a ser votada. Todos, com exceção da vereadora impedida, Sônia Passos, votaram favoravelmente. Célia responderá por peculato e improbidade administrativa.
O vereador afastado, Cláudio Lins, também será julgado por peculato e improbidade. Com a exceção de Adão Pluma, todos os vereadores votaram pelo julgamento, inclusive seu irmão, Roberto Lins. O vereador mais jovem e mais votado em 2012, Diony Erick, também é acusado de ter cometido dois crimes, peculato e improbidade. Com exceção de Luiz Ribeiro, seu suplente, todos os nove votantes, pediram a investigação e o julgamento das ações de Diony.
Fabiano Duarte, do SSD, foi o sexto vereador afastado a receber duas acusações de crimes e ser apreciado pelo plenário. Com exceção do voto de Adriano Nogueira, seu suplente e impedido de votar, todos votaram favoravelmente ao julgamento de Fabiano.
Justino Machado Nogueira, vereador pelo PDT e também afastado, foi o único a receber todos os votos possíveis, por conta de seu suplente ser o presidente em exercício, Sebastião Roberto, que não tem direito a voto. Ele que responderá por improbidade e peculato.
O último nome colocado em votação foi de Lucineide Friosi, do PSC. A vereadora afastada recebeu todos os nove votos possíveis e também será julgada por dois crimes. Lucineide será a única a responder por concussão. A outra acusação é de improbidade administrativa.
Com informações do Rio Pardo News