Você não está enganado. O relógio central de Campo Grande, que fica no canteiro central, entre as avenidas Afonso Pena e Calógeras, está estragado novamente. Segundo os comerciantes próximo ao local, o maquinário reformado e inaugurado em 10 de dezembro do ano passado, que custou R$ 7,5 mil, só funcionou uma única semana. “Um lado ainda ficou mais uns dias funcionando até parar de uma vez”, relembra o vendedor de água de coco Paulo Sérgio Azambuja de Almeida, 54 anos.
Para ele, o monumento histórico da Capital virou motivo de desvio de verba pública. “Alguém está ganhando dinheiro com isso. Queria muito ser esse relojoeiro”, acrescentou. O relógio estava parada desde 2012 e só foi enviado para receber os reparos cinco meses antes da sua reinauguração. O maquinário foi encaminhado para São Paulo, onde recebeu várias peças novas e adaptadas. Na época em que foi recolocado para voltar a ter finalidade o servidor da Fundação Municipal de Cultura, responsável pela manutenção do relógio, José Carlos Brandão, disse que o maquinário tinha condições de funcionar por muitos anos.
O município afirma que está resolvendo o problema, mas não deu prazo para a solução. Desse jeito, a cidade continua sem relógio público, já que até o relógio de flores localizado no cruzamento da Avenida Duque de Caxias está abandonado.
A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.