A falta de fiscalização da prefeitura em propriedades rurais na Bacia do Guariroba em Campo Grande está colocando em risco a água que abastece mais da metade da população da Capital. Atualmente os principais problemas do local são os processos de erosão e assoreamento, causados por vários fatores, dentre eles a ausência de manutenção das estradas vicinais que também cabe a prefeitura. Desde 2009 não há fiscalização no local.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) ajuizou, na última quarta-feira (28), ação para que o município de Campo Grande cumpra obrigações ambientais para a conservação das estradas que ficam na bacia do córrego Guariroba. De acordo com o MP, as ações foram firmadas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que não foi cumprido pela prefeitura. Ainda segundo o MPE, em 2005, o córrego Rondinha, afluente do Guariroba, foi quase extinto por causa do assoreamento. Em 2013, durante inspeção Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (DAEX) do MPE, foram constatadas irregularidades como sistema de drenagem ineficiente e assoreamento.
A reportagem, de Rosana Moura e Lairtes Chaves, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.