Em primeiro dia de funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, 5 vítimas de violência doméstica já foram atendidas pela Defensoria Pública. Dentre os casos, está a de uma mulher, de 34 anos, que buscou o atendimento para ter informações sobre medida protetiva.
"A assistida já tinha medida protetiva e fez boletim de ocorrência no dia 2 de fevereiro porque estava sendo ameaçada pelo ex-marido. Ele foi preso em flagrante e ela nos procurou para conferir todas as informações da medida, pois é antiga", afirma a coordenadora do Nudem (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher em Situação de Violência de Gênero), Graziele Carra Dias Ocáriz.
A vítima contou que o casamento com o agressor sempre foi conturbado, pois o ex-marido consumia muita bebida alcoólica e a agredia constantemente. "Ela chegou a sofrer uma tentativa de enforcamento, passou por momentos difíceis até decidir procurar ajuda. É o que acontece com a maioria das mulheres que sofre violência doméstica. A partir do nosso atendimento, ela adquiriu coragem, foi acolhida e realizou o divórcio também pela Defensoria Pública", diz a Defensora.
No segundo dia de funcionamento (4/2), a Defensoria atendeu uma jovem, que recebeu atendimento jurídico na Defensoria - Unidade Horto, e foi encaminhada para a Casa da Mulher Brasileira acompanhada pelo Serviço Social da Defensoria Pública.
A vítima acaba de chegar de Brasília, está com uma criança e é a primeira mulher a utilizar o alojamento de passagem da Casa da Mulher Brasileira. O espaço é um abrigamento temporário, de curta duração (até 24h), para mulheres em situação de violência, acompanhadas ou não de seus filhos, que corram risco iminente de morte.
Conforme a Defensora Pública, a Delegacia Especializada da Mulher (DEAM), registrou no primeiro dia de funcionamento 15 boletins de ocorrência e realizou uma prisão em flagrante.