O ex-deputado estadual pelo Paraná Nilton Cézar Servo, 59 anos, e que teve passagens por Mato Grosso do Sul por envolvimento em denúncias de envolvimento com a máfia do Caça-Níqueis, morreu em um hospital do Rio de Janeiro na quarta-feira.
Em Mato Grosso do Sul ele chegou a disputar mandatos políticos.
No ano de 2010 ele foi capturado no Distro de Camisão, em Aquidauana (MS), por policiais militares da Rotai (Rondas Ostensivas Táticas do Interior).
De acordo com a polícia na época, ele estava foragido da Justiça Federal do Paraná, e tinha mandado de prisão em aberto pelos crimes de contrabando e formação de quadrilha expedido pela juiza federal Gabriela Hardt, da 2ª Vara Federal da Subceção Judiciária de Umuarama.
Segundo informações repassadas pela Rotai, foi possível chegar até o foragido através de denúncia anônima dando conta de que ele estaria numa chácara, no distrito de Camisão, situado a 18 quilômetros de Aquidauana. Os policiais ficaram vigiando o local e quando Nilton saiu, num veículo Fiat Palio, foi abordado. Ele não ofereceu resistência à ordem de prisão, sendo encaminhado para a delegacia de Aquidauana e, transferido para a sede da Polícia Federal de Campo Grande.
Nilton Servo havia sido preso em junho daquele ano, por exploração do jogo ilegal. A prisão foi em Ponta Grossa (PR). Na ocasião, ele era suspeito de ser dono de bingos na cidade e teria mandado um funcionário atear fogo em uma casa de jogos de um grupo concorrente, na cidade de Paranavaí (PR).
Em Mato Grosso do Sul, Nilton Servo foi alvo da Operação Xeque-Mate, que prendeu centenas de pessoas em Mato Grosso do Sul, acusadas de envolvimento com a jogatina. Ele eracacusado de ser um dos chefes da máfia no Estado. Em julho de 2009, ele voltou a ser preso durante Operação Bituca, coordenada pela Delegacia da Polícia Federal de Guaíra (PR). Desta vez, acusado de chefiar uma organização criminosa responsável por contrabando e descaminho de cigarros.