A investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) concluiu que o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), levantou cerca de R$ 980 mil com agiotas e empresas de factoring da Capital e prometeu pagar parte da dívida com vantagens, como cargos, perdão de impostos e até concessão de áreas públicas. Até agora a conta não foi paga, segundo depoimentos de credores.
Diz a acusação que Olarte, em parceria com Ronan Edson Feitosa de Lima, ex-servidor comissionado da prefeitura, Luiz Márcio Feliciano, militar aposentado, ligado a Olarte, emprestavam cheques de colegas e descontavam com agiotas.
Por meio de nota emitida à imprensa, Olarte alega inocência. O trio foi denunciado por lavagem de dinheiro e corrupção.
A denúncia proposta pelo Gaeco já preencheu 917 páginas. Resta agora, o Tribunal de Justiça examinar a questão e decidir se acata ou não a acusação.
A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.