A chuva que caiu na noite de quarta-feira sobre a Capital foi suficiente para que o teto de onde funciona a brinquedoteca da Casa da Mulher Brasileira, inaugurada no último dia 3, desabasse. O setor é destinado ao acolhimento de crianças de até 12 anos de idade, que acompanham as mulheres enquanto estas aguardam o atendimento. No momento do acidente, por sorte, não havia nenhuma criança no local. No entanto, não só o espaço físico preocupa, em pouco tempo de funcionamento, problemas com segurança no espaço e o transporte de vítimas revelam a fragilidade da Casa.
Segundo a coordenadora da Casa da Mulher, Heloisa Castro Berro, o prédio ainda está em processo de finalização e os reparos já estão sendo realizados pela equipe da empreiteira Gomes e Azevedo, responsável pela construção do local.
Além da estrutura física do espaço, outra fragilidade encontrada na Casa está relacionada com a segurança. Uma porta de vidro é o que separa a recepção do interior do prédio, onde as vítimas são atendidas e abrigadas, entretanto, logo na entrada, a fiscalização não é intensa, o que permite o acesso indiscriminado de pessoas. O fácil acesso é rebatido pela coordenadora, ela garantiu que há dois guardas no local fazendo ronda, o que é o suficiente para conter a entrada de pessoas não autorizadas. Mas o acesso “livre” facilita, por exemplo, a entrada de um agressor, a procura da vítima que está na Casa para se abrigar.
A reportagem, de Aliny Mari Dias, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.