Moradores que vivem em uma região do Jardim Aero Rancho continuam ilhados e terão que redobrar a paciência para ver as obras de pavimentação das ruas concluídas. Iniciado em 2013, o asfalto mudou a vida de boa parte dos moradores do bairro mais populoso de Campo Grande, mas atrasos por parte da empreiteira responsável e uma série de medidas burocráticas do Governo do Estado, incluindo paralisação, reativação e aditivação de contratos, contribuíram para a paradeira na obra.
Lançado pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB) em 2012, o projeto previa mudar a vida de quem vivem no bairro. A empreiteira vencedora da licitação foi a Pactual Construções LTDA, que a partir de agosto de 2013 começou a realizar os trabalhos. A pavimentação de todo o bairro custou mais de R$ 12 milhões e quase tudo ficou pronto, com exceção de duas etapas das mais de cinco executadas.
As etapas “E” e “F”, que compreendem ruas entre o quadrilátero da Avenida Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, Avenida Anhembi, Avenida Costa de Melo e a Rua Santa Quitéria e que custam juntas mais de R$ 2,6 milhões, no entanto, continuam esperando a volta do maquinário da empreiteira. Toda a implantação de drenagem já foi feita nas ruas, entre elas a Taumaturgo, Guaxupé e Ponto das Pedras, mas o asfalto, tão esperado pelos moradores, ainda está na promessa.
Em contato com a Pactual Construções, a informação repassada por funcionário é que as obras seriam retomadas em dezembro, mas no início do mês passado, quando Reinaldo Azambuja (PSDB) assumiu o governo, a obra foi novamente suspensa. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Governo para mais detalhes sobre o futuro do asfalto, mas nenhum retorno foi dado até o fechamento desta edição.
A reportagem, de Aliny Mary Dias, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.