Em menos de dois anos e quatro meses, desde que a prefeitura de Campo Grande firmou contrato com a CG Solurb para operar o serviço de limpeza pública, coleta de lixo e manejo do aterro sanitário, já ocorreram quatro reajustes, levando o valor do repasse mensal dos cofres públicos para o caixa da empresa, a mais que dobrar no período. O valor total da concessão com prazo de 25 anos, que começou com um valor para o período de R$ 1,3 bilhão, já passou para R$ 2,9 bilhão devido às correções inflacionárias e as repactuações contratuais.
A escalada do preço cobrado pela empresa ao município já viola regras do contrato de concessão, que limita o repasse em 3% da receita líquida da Capital.
Na última sexta-feira, dia 13, a prefeitura de Campo Grande publicou em seu diário oficial, o extrato do termo do último reajuste, um mês após sua assinatura, em 12 de janeiro. Assinaram o aumento no repasse mensal para a Solurb - que se corrigido somente pela inflação do ano passado, subirá de R$ 9 milhões para R$ 9,6 milhões - o prefeito, Gilmar Olarte, o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Valtemir Alves de Brito; o diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande, Antônio Castelani Neto; e os representantes da CG Solurb: Antônio Fernando de Araújo Garcia e Luciano Dolzan.
A reportagem, de Eduardo Miranda, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.