Os usuários da unidade de doenças infectoparasitárias do Hospital Universitário de Campo Grande, também conhecida como Hospital Dia, terão de esperar por tempo indeterminado para conseguirem ser atendidos em um local adequado.
Enquanto isso, eles continuam recebendo atendimento de forma improvisada no antigo Pronto Atendimento Médico do HU. Como não houve interessados em continuar a obra, a verba de R$ 2 milhões teve de ser devolvida à União, e só uma nova emenda parlamentar traria o recurso de volta.
Como nenhuma nova emenda para este fim específico foi incluída no Orçamento Geral da União para este ano, não há data para o início das obras da unidade, que funcionaria anexa ao HU e atenderia uma demanda de, pelo menos, 1 mil pacientes com o vírus HIV, de todo o Estado. Depois de 11 anos de funcionamento sem melhorias, a ampliação volta à estaca zero.
Diariamente, 30 pacientes, entre pessoas com HIV, leishmaniose, tuberculose, cirrose, hepatites virais, micoses, passam pelo local. Assim que ficar pronto, o novo prédio terá capacidade de atendimento ambulatorial com 12 consultórios, além de duas farmácias e 12 leitos.
A unidade realiza um trabalho importante, já que o Estado está entre os dez do País com números acima da média de detecção da doença. Campo Grande está na 11ª posição do ranking entre as capitais. Em razão das poucas vagas disponíveis de infectologia no HU, são apenas dez, quando há uma grande epidemia, como foi o caso da gripe A ou da Dengue, é preciso acionar a rede de saúde pública e trabalhar em parceria.
* A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.