Para evitar um colapso financeiro, a Prefeitura de Campo Grande terá de reduzir em 21% os seus gastos até dezembro deste ano, porcentual que equivale a algo em torno de R$ 340 milhões. Tais números foram divulgados ontem, durante audiência pública, pelo secretário de Finanças do município, André Scaff, e seu adjunto, Ivan Jorge. O grosso dos cortes atinge o quadro de servidores.
Para se ter ideia do milagre econômico ao qual o prefeito da cidade, Gilmar Olarte (PP), deve recorrer: a cada 10 servidores da prefeitura, 8 cumprem expedientes em escolas, creches ou estabelecimentos médicos, como postos de saúde, que são justamente os setores que mais exigem a presença de efetivos.
Ainda assim, Scaff e Jorge apostam que a diminuição nos gastos “é possível sem que isso provoque prejuízo à prestação de serviço no setor médico e, também, na área educacional”.
A reportagem de Celso Bejarano está na edição deste sábado (28) do jornal Correio do Estado.