Sem fiscalização, a lei municipal nº 3.694/99 que poderia evitar tragédias envolvendo veículos que caem nos córregos de Campo Grande nem sequer saiu do papel. A obrigação da município seria de colocar grades de proteção nas avenidas que margeiam os cursos d’água da cidade, porém o que se vê hoje pela Capital é o esquecimento do poder público em cumprir a lei, que poderia evitar tragédias com a que resultou na morte de Victória Nunes, no último dia 18 de janeiro, que caiu no Córrego Segredo durante acidente envolvendo a motocicleta de seu namorado.
A equipe do Jornal Correio do Estado percorreu os principais córregos da cidade e constatou que a grade de proteção que poderia impedir acidentes fatais, praticamente não existem. Em outros pontos a situação ainda é bem pior, como é o caso do Córrego Segredo e Rio Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, onde Victória perdeu a vida, após o namorado perder o controle da moto. Depois de cair no córrego, ela foi arrastada arrastada cerca de 500 metros pela correnteza. No havia nenhum tipo de proteção, apenas algumas árvores e o meio fio servem de barreira entre o asfalto e o córrego.
A reportagem, de Rosana Moura, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.