O prédio nem chegou a ser entregue para a população e já está depredado. Mato alto e furto de materiais da estrutura do local como louças sanitárias e fios de energia elétrica. Esta é a situação das dependências da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Santa Mônica que se estivesse funcionando atenderia 110 mil moradores, conforme informações da própria prefeitura quando foi assinada ordem de serviço para construção, em 18 de agosto de 2012, como parte das comemorações do aniversário de 113 anos de Campo Grande. A denúncia foi feita pelo vereador Eduardo Romero (PT do B).
Na época da assinatura da ordem de serviço, foi divulgado pelo Poder Executivo que a obra foi orçada em cerca de R$ 3 milhões, são 1.333 metros quadrados. Além disso, foi divulgado que a população iria ser ‘atendida com qualidade, incluindo atendimentos de média e alta complexidade, de porte 2, denominada metropolitana.
Matéria publicada no site da prefeitura na época dizia que ‘Em seus mais de 1.300 m² haverá setores de Pronto atendimento, Atendimento social, Urgência, Apoio e diagnóstico terapêutico, Observação, Apoio técnico-logístico e Apoio administrativo, incluindo posto policial. Entre os exames que serão oferecidos estão raio X e eletrocardiograma. Dos recursos previstos para a obra, três milhões e cinquenta e seis mil reais, R$ 1,5 milhão são do Ministério da Saúde e um milhão e cinquenta e seis mil reais de contrapartida da Prefeitura de Campo Grande. Para os equipamentos, o Ministério repassará R$ 500 mil e a administração municipal investirá R$ 632 mil, perfazendo um total de um milhão cento e trinta e dois mil reais’.
Embora toda uma programação e promessa de bons serviços, até hoje a UPA não foi inaugurada e o local está sofrendo ações de vândalos e sendo furtado. O vereador Eduardo Romero informou que encaminhou pedido de explicações ao poder público sobre os motivos da obra não ter sido inaugurada ainda e qual a previsão para isto acontecer.