Desde 2007, quando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi criado, Campo Grande foi contemplada com 20 obras. Dessas, somente quatro foram concluídas. As demais 16, estão paradas ou seguem a passos lentos. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha) o governo federal não tem feito o repasse devido e, sem dinheiro, não há como tocar as obras.
As únicas obras concluídas são a construção do Parque Linear dos córregos Cabaça e Areias, em que foram empregados R$ 30.293.656,88 e mais três projetos do PAC Saneamento, que incluem R$ R$ 2.390.088,22 da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) empregados na construção da célula impermeável do Aterro Sanitário e urbanização e saneamento dos bairros Caiobá e Vila Popular, em que foram investidos R$ 24.514.662,45 e R$ 43.627.864,02 respectivamente.
O dado que mais assusta é o das 11 obras previstas no PAC Mobilidade Urbana que nem sequer começaram e que aparecem no site da União como projetos que ainda estão em “ação preparatória”. Ou seja, nem mesmo foi dado andamento nos projetos executivos. Sobram então, cinco obras, sendo uma de pavimentação da primeira etapa do complexo Lagoa/Anhanduí e outras quatro que, sozinhas, somam R$ 526.451.716,79. Três delas estão a “passos lentos” ou paradas.
A reportagem, de Lúcia Morel, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.