Moradores do Bairro Santo Amaro reclamam do descaso da prefeitura da Capital, que estaria “fingindo” executar o trabalho de limpeza de entulho nas margens do Córrego Imbirussu, na Avenida José Barbosa Rodrigues. A parte mais crítica é a região da ponte que dá acesso ao Bairro Zé Pereira, na Rua Presidente Antonio Carlos, onde o lixo tem servido de esconderijo para usuários de drogas e foi até cenário de um assassinato, recentemente.
A moradora Nicéia Benites, 31 anos, explica que o uso da ciclovia e das calçadas está prejudicado pelo matagal nos dois espaços. “O povo faz caminhada aqui, mas não pode usar a calçada porque o mato tapa tudo.”
O presidente da Associação de Moradores do Bairro Santo Amaro, Renato Reis, afirma que já procurou a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seinthra) mais de oito vezes, além de ter protocolado ofícios, nos últimos dois anos, pedindo a manutenção e limpeza da região.
A pedido da associação, a Defensoria Pública instaurou um procedimento investigativo sobre o caso, no início da semana. Se a Seintrha não atender à demanda, a defensoria deve impetrar uma ação popular contra a Prefeitura de Campo Grande.
Renato explica, ainda, que sempre que liga na Seintrha pedindo manutenção na área, recebe a informação de que o trabalho já foi executado. “Parece que existe uma máfia. A secretaria fala que o serviço foi finalizado, mas é só passar aqui pra ver.”
AVENIDA
A Avenida José Barbosa Rodrigues foi inaugurada em novembro de 2011. Sete empreiteiras receberam R$ 120 milhões para executar a obra e deveriam cuidar da manutenção da via durante a “garantia” da obra. Em toda a via, são encontrados buracos, bueiros entupidos, lixo e entulho às margens do córrego.