As obras inacabadas em Campo Grande por falta de repasse do governo federal provam que as promessas de prioridade da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), educação e saúde, não estão sendo cumpridas. Centros de Educação Infantil (Ceinfs), Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão paralisadas por falta de aproximadamente R$ 10,2 milhões do Orçamento Geral da União (OGU).
Sem previsão para o dinheiro chegar, já que o País passa por um período de dificuldade financeira, a prefeitura municipal quer fazer aditivos para concluir, até o final deste ano, as obras da saúde. O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle (Seplanfic), Ivan Jorge Cordeiro, detalhou cada repasse e disse que será necessário investimento próprio para terminar as obras de saúde. “Somando cada pouco que falta para concluir dá R$ 1,5 milhão de repasse para ser recebido. Muitas dessas obras estão no “seus finalmentes”. Com o plano de análise econômica financeira que tivemos, podemos entregar 8 UBFs e 3 UPAs”, ressaltou.
Para tanto, vão ser desembolsados R$ 4 milhões em aditivos para entregar as UBS dos bairros Zé Pereira, Azaléia, Oliveira, Jardim Presidente, Jardim Paraíso, Ana Maria do Couto, Vila Cox e Sírio Libanês. Entre as UPAs que devem entrar em funcionamento ainda em 2015 estão as das Moreninhas, do Leblon e do Santa Mônica. “Vamos conseguir fazer isso, mesmo com toda a dificuldade de receita que estamos passando”.
A reportagem de Gabriela Couto está na edição desta segunda-feira (9) do jornal Correio do Estado.