Cidades

tapa buraco

Para escapar de CPI, secretário diz que mudará formato de contratos do tapa buraco

Secretário disse que prefeitura abrirá licitação para recapear vias, mas que ainda buscará recursos

Redação

16/03/2015 - 17h17

Para escapar de CPI que investigaria o serviço de tapa buracos da prefeitura, o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Valtemir de Brito (Kako), disse nesta segunda-feira aos vereadores que mudará formato de contrato do serviço que, segundo ele, facilitará a fiscalização e evitará novos episódios como o "buraco fantasma", em que empreiteira tapou buraco que não existia.

Após analisarem os documentos durante duas semanas, diversos vereadores apresentaram questionamentos ao secretário, como a ausência de medição dos contratos efetuados, a necessidade de tapa-buracos em fissuras, a realização de recapeamento ao invés do tapa-buraco, assim como o montante gasto com cada contrato e o aperfeiçoamento da fiscalização do serviço prestado pelas empresas contratadas.

“A Seintrha não tem nada a esconder, isso não existe, estamos buscando um novo formato de contrato, que permita maior facilidade de fiscalização, assim a população vai ter condição melhor de fiscalizar, na qual qualquer leigo vai poder dizer o que está certo ou não. Hoje é tudo muito técnico, vamos fazer de tudo para que todos entendam os formatos de contratos e tenham condições de nos ajudar a fiscalizar”, afirmou o secretário de Obras.

Valtemir de Brito (Kako) disse que a prefeitura vai aumentar os recursos investidos em serviços de recapeamento da Capital. “Nós vamos realizar nova licitação de serviços de manutenção de vias pavimentadas prevendo a possibilidade de recapeamento para dar fim a sequência de buracos tapados numa mesma via”, garantiu Brito.

Porém, o secretário disse aos vereadores que o município não tem recursos para recapear a Consul Assaf Trad. “A saída para Cuiabá tem buraco se sobrepondo a outro, mas quando sai buraco, não tem como não arrumar, porque ali é uma via de escoamento. Aquela via não suporta mais tapa buraco, tem que ser recapeamento, estamos buscando recursos para isso, mas por enquanto temos que continuar tapando os buracos”, afirmou.

Segundo Kako Brito, “o tapa-buraco, é a única técnica hoje em termos de eficiência aprovada, por mais que haja a recuperação, sempre vai ter tapa buraco, não tem hoje tecnicamente como fazer outra coisa. É o único método que se tem para otimizar. Para recuperar toda essa via tem o recapeamento, mas é outra coisa.

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