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Milionário americano confessa mortes sem saber que era gravado

Milionário americano confessa mortes sem saber que era gravado

Redação

17/03/2015 - 06h00

Um milionário americano de uma família importante de Nova York foi preso suspeito de homicídio ao admitir em gravação que matou a mulher e outros amigos. A confissão foi captada pela rede HBO, que estava produzindo um documentário sobre Robert Durst, de 71 anos, o suspeito de estar envolvido em 3 mortes.

Em uma gravação, ele foi questionado sobre a morte de uma amiga no ano 2000. Após a entrevista, sem saber que o microfone ainda estava ligado, Durst foi ao banheiro e, falando sozinho, admitiu ter "matado todos eles".

O milionário é suspeito pelo desaparecimento da primeira mulher, Kathleen, em 1982. Ela desapareceu depois de um final de semana na casa de campo do casal no Estado de Nova York. Anos depois, Kathleen foi declarada morta.

Durst também foi considerado suspeito na morte de Susan Berman, que seria testemunha na investigação sobre o sumiço de Kathleen. O milionário sempre alegou inocência. Em 2001, ele foi julgado foi suspeito de ter matado e esquartejado um vizinho, Morris Black, que teve o corpo jogado em uma baía. Ele foi inocentado pelo júri, alegando legítima defesa. Nessa época, ele vivia no Texas disfarçado de mulher - segundo ele, para se esconder de jornalistas.

Fortuna
Durst tem uma fortuna estimada em US$ 4 bilhões. A família dele, que não tem contato com o milionário, diz estar aliviada e grata com todos que ajudaram na prisão.

"Esperamos que ele finalmente seja responsabilizado por tudo o que ele fez", disse seu irmão, Douglas, em um comunicado.

Durst foi preso pelo FBI em um hotel de Nova Orleans, onde estava registrado com nome falso.

O advogado de Durst, Chip Lewis, diz que ele mantém sua inocência. Ele acusa tudo de ser uma orquestração para acontecer ao final do documentário da HBO, "The Jinx: a Vida e as mortes de Robert Durst", que inclui uma entrevista detalhada com ele.

O episódio final foi exibido no domingo, mostrando o que parece ser a confissão de Durst. Ele foi ao banheiro sem lembrar que estava com o microfone sem fio. "Aí está, você foi pego", ele sussurrou para si mesmo. "O que diabos eu fiz? Matei todos eles, é claro." A fala veio depois dos entrevistadores perguntarem se ele havia escrito uma carta que só poderia ter sido enviada pelo assassino de Berman.  Similaridades entre a caligrafia de Durst e a letra da carta foram encontradas pelos produtores.

Berman era uma amiga próxima de Durst e também serviu como porta-voz dele. Ela foi baleada na cabeça em Los Angeles antes de ser interrogada sobre o desaparecimento de Kathleen Durst.

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