A julgar pelos projetos de lei aprovados recentemente (alguns foram sancionados) e que estão em tramitação na Câmara Municipal de Campo Grande, parte dos vereadores parece viver em outra realidade. Ruas esburacadas? Esqueça. Há duas semanas, uma lei que autoriza instalação de microchips em bueiros para ‘monitorar’ e prevenir enchentes passou a vigorar. Problema de arrecadação e dinheiro curto nas contas do município? Isto parece não ser problema para os vereadores, que no ano passado, quando a crise já era uma relidade, aprovaram lei que autoriza instalação de detectores de metais em todas as escolas da cidade.
Além destas ideias, digamos, criativas, há outros projetos que são - no mínimo - curiosos: substituição dos semáforos da Capital por equipamentos movidos à luz solar (o município encontra dificuldade para manter os existentes), contador eletrônico de pessoas em casas noturnas, formação de um conselho municipal para paz mundial, e até a criação de muitas datas comemorativas, que dividem opiniões entre serem futuristas ou completamente desnecessários.
No ano passado, alguns projetos “tecnológicos” foram submetidos ao plenário, que tem a responsabilidade de não criar novas despesas à prefeitura na proposição das leis, a não ser por meio dos projetos autorizativos, em que o executivo municipal fica livre para atender ou não.
A reportagem, de Lairtes Chaves, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.