Uma área improvisada para atender os catadores de material reciclável, enquanto as obras para a conclusão de uma Usina de Tratamento de Resíduos (que deveria estar pronta desde 2012) se arrastam, é novamente alvo da Justiça. Que agora determinou a realização de uma perícia no local, que vem se transformando em um novo lixão, onde é grande a suspeita de irregularidades ambientais ocorridas no local. O contrato da prefeitura com o Consórcio CG Solurb - responsável pela coleta de lixo, limpeza e gerenciamento do aterro sanitário de Campo Grande - também passará por uma varredura. A decisão, da semana passada, é a do juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogênios de Campo Grande, Luiz Antônio Cavassa de Almeida.
O magistrado solicitou que a inspeção seja realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Serão alvo da perícia a chamada “área de transição”, onde os caminhões despejam todo o lixo de Campo Grande para os catadores, antes de encaminhá-lo à célula impermeável do aterro sanitário Dom Antônio Barbosa II, e também uma estação de tratamento de efluentes (esgoto) da região. A ‘área de transição’ onde se forma um novo lixão à revelia da legislação ambiental - que obriga ao descarte de lixo em aterros sanitários - é operada pelo Consórcio CG Solurb, enquanto a estação que trata o esgoto, pela Águas Guariroba. A ETE (sigla para a estação) é onde deve ser despejado e tratado o chorume, líquido tóxico formado da decomposição de matéria orgânica.
A reportagem, de Lucia Morel, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.