O segundo envolvido no roubo seguido de morte, ocorrido em julho do ano passado, que teve como vítima o mestre de obras Alcides Pedro Farias, 60 anos, estava preso desde fevereiro no Presídio de Segurança Máxima, em razão de outro roubo, apresentando-se pelo nome de um irmão. Deomar da Silva Duarte, 19 anos, de codinome “caverna”, foi descoberto, apenas, no final do mês passado e a polícia acredita que ele estivesse usando o nome falso para tentar se livrar de responder pelo assalto que terminou em morte, cujo período de detenção é maior e pode chegar a 30 anos, conforme o Código Penal Brasileiro.
De acordo com informações da polícia, no ato da prisão, no início do ano, Deomar não estava com documentos pessoais e se identificou pelo nome de um irmão. Permaneceu um mês preso se passando por outra pessoa até ser realmente descoberto, depois do resultado de exames específicos. Devidamente identificado, descobriu-se que ele era procurado desde agosto do ano passado, quando o comparsa Aldo Guilherme dos Santos, 22 anos, foi preso e o indicou no assassinato.
A morte
O mestre de obras Alcides foi assassinado com um tiro nas costas ao reagir a abordagem dos assaltantes no dia 11 de julho do ano passado, na Rua Aristides Lobo, no Jardim Los Angeles, na Capital. Ele estava com R$ 10 mil que seriam utilizados para pagar pedreiros de uma obra que era feita na região.
No andamento das investigações, a polícia esclareceu, ainda, que a informação sobre a data do pagamento foi repassada aos criminosos por um adolescente, de 16 anos, cuja participação é apurada na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij).
Os presos, segundo a polícia, têm extensa ficha criminal e responderão na Justiça por latrocínio.