O estatuto do Instituto Mirim de Campo Grande (IMCG) foi alterado e o instituto voltou a ser o que era até 2008, uma fundação, ao invés de uma Organização Não-governamental (Ong). A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta manhã entre a direção do IMCG, representantes da prefeitura, vereadores e o Ministério Público Estadual (MPE).
Com a volta do instituto para as “mãos” da prefeitura, a expectativa é que a administração municipal disponibilize R$ 8 milhões do orçamento para manter a fundação.
A mudança do estatuto era impasse desde que Gilmar Olarte (PP) assumiu a prefeitura da Capital, em março do ano passado. Denúncias de funcionários davam conta de que a diretoria estivesse “a mando” do prefeito cassado Alcides Bernal.
No próximo dia 15 de abril, expira o prazo do mandato da atual direção do instituto presidido por Mozania Campos Ferreira. Até lá, a prefeitura afirma que montará uma equipe de transição para assumir o instituto.
IMPASSE
A disputa pelo Instituto Mirim, que fatura em média R$ 2,1 milhões por mês por meio de convênios com instituições públicas e privadas é o principal fator que tem motivado paralisações e protestos desde novembro do ano passado.
De um lado, a direção do instituto, ligada a Bernal, tem acusado Olarte de não repassar verba, e de outro, o município, ainda que indiretamente, responsabiliza a atual gestão do Mirim pelas atuais turbulências que a instituição vem passando.