O número de furtos e roubos que envolve crianças ou adolescentes aumentou no início deste ano, em Campo Grande. Enquanto no primeiro trimestre de 2014 foram 115 ocorrências registradas, neste ano os casos subiram para 136 (aumento de 18%), nos primeiros três meses.
Segundo a delegada de Atendimento à Infância e Juventude, Rôzeman Geise Rodrigues de Paula, os adolescentes envolvidos na prática destes delitos são, geralmente, usuários de drogas, bem como de famílias sem condições estruturais.
“Entre os objetos subtraídos, temos aparelhos celulares e outros que são usados como moeda de troca por entorpecente”, afirma Rôzeman.
Os assaltos que envolvem adolescentes, na Capital, alimentam mais o debate sobre a proposta de redução da maioridade penal, que tramita no Senado Federal (ver box). Porém, para a delegada, que lida diretamente com a situação, a redução da maioridade não será a única e, exclusiva, solução para as questões da criminalidade no País.
“Isso envolve uma multidisciplinaridade de fatores e medidas a serem adotadas. Devemos rever nossos padrões educacionais, familiares e sociais”, avalia.
A reportagem, de Rafael Bueno, está na edição de hoje do jornal Correiodo Estado.