Há mais de cinco anos os moradores do Indubrasil tentam desesperadamente uma solução para o mau cheiro que sai do cortume em frente à parte residencial e que afeta a qualidade de vida na região. Desde 2013, Ministério Público Estadual (MPE), prefeitura e Delegacia de Crimes Ambientais (Decat) investigam em ‘câmera lenta’ o problema ambiental da indústria de couro, que além de mau cheiro teria, poluído por anos o Córrego Imbirussú, com lançamento de dejetos. Sem respostas para a questão, os moradores do bairro se sentem abandonados e tem de adaptar até a hora de comer para enfrentar o cheiro ruim.
Há dois anos a população que em frente ao curtume do Indubrasil aguarda respostas para a briga que depois de ter sido usada como palco político, foi esquecida pelo poder público. Dona Helena Francelina, 62 anos, mora com a mãe idosa, com dificuldades respiratórias, e afirma já não acreditar mais qualquer pessoa pode fazer algo a respeito do mau cheiro. “Já fizemos abaixo assinado e protesto aqui em frente. Vieram políticos, vereador, gente da prefeitura, mas não melhorou nada. Tem dias, quando chove ou quando tem aquele mormaço, que eu não consigo nem comer porque o cheiro é insuportável. O cheiro fica em tudo - na roupa, na comida; mas o que a gente pode fazer? Só esperar e rezar pra Deus ajudar”, reclama a dona de casa.
(*) A reportagem, de Lairtes Chaves, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.