Os permissionários dos vagões na Orla Ferroviária nunca pagaram os ‘aluguéis’ para explorar o espaço concedido pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, e ganhar dinheiro sublocando o espaço ao invés de trabalhar nos vagões. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) afirmou que está apurando as denúncias e já começou a notificar os comerciários que estão utilizando os vagões ilegalmente para os desocuparem em 15 dias. Para tentar resolver o abandono da obra que custou R$ 4 milhões aos cofres e agora soma R$ 360 mil em prejuízo, o município pretender instalar postos fixos da Guarda Municipal nos quiosques, cancelar os contratos atuais e reabrir a disputa para quem ‘realmente quer trabalhar ocupar o espaço’.
O titular da Semadur, Heitor Pereira de Oliveira afirmou que os permissionários nunca pagaram os valores devidos, firmados no contrato de exploração dos quiosques da Orla Ferroviária, e que a maioria nunca chegou a abrir o empreendimento, e alguns abriram por alguns dias e logo abandonaram o espaço. “Além de não contribuir para o município, estão explorando pessoas que realmente querem trabalhar sublocando. O contrato era claro: é proibido. Estamos realizando um estudo para cancelar essas permissões e depois de rever as regras, reabrir uma disputa para colocar pessoas que queiram por seus negócios pra funcionar”, afirmou Heitor.
(*) A reportagem, de Lairtes Chaves, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.