O projeto desenvolvido em solo sul-mato-grossense pelo pesquisador francês Arnaud Desbiez foi o grande vencedor do prêmio Whitley Award, conhecido em todo o mundo como o Oscar Verde. O projeto Tatu-Canastra Pantanal concorreu com mais de 200 pesquisas de todo o mundo e levou o prêmio na noite de ontem (29), em Londres, na Inglaterra.
Pela conquista, o pesquisador recebeu das mãos da princesa Anne, filha da rainha Elizabeth II, um troféu e 35 mil libras esterlinas (R$ 160 mil), que poderão ser investidas no projeto.
O prêmio é organizado pela Whitley Fund for Nature - WFN (Fundo Whitley pela Natureza). Durante o evento, um vídeo sobre o projeto desenvolvido em solo sul-mato-grossense foi apresentado. Você pode conferir a produção clicando aqui.
TATU-CANASTRA
O Tatu-Canastra é a maior espécie de tatu existente. Devido ao seu comportamento de viver embaixo da terra e em baixas densidades populacionais, contribuem para que esta espécie ameaçada seja muito pouco conhecida.
Hoje o Projeto Tatu-Canastra – Pantanal é o primeiro projeto de pesquisa em longo prazo dedicado a conhecer sua ecologia neste bioma utilizando radiotransmissores, armadilhas fotográficas, levantamento e pesquisa de suas tocas, monitoramento de indivíduos e mapeamento de sua área de uso e entrevistas com a comunidade local.
Recentemente, o projeto expandiu seus estudos a outras espécies de Xenarthras, como tamanduás e os tatus como por exemplo o tatu-de-rabo-mole (Cabassous unicinctus). O tatu-canastra junto com outras espécies de Xenarthras são considerados embaixadores da nossa biodiversidade, servindo como excelentes modelos para a educação ambiental e programas para iniciativas de conservação de espécies ou preservação de biomas nacionais e internacionais.