A paralisação dos funcionários administrativos da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na manhã desta segunda-feira (4), foi apenas uma advertência, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande (Sisem), Marcos Tabosa. Segundo ele, cerca de 1.500 servidores protestaram nesta manhã e uma reunião com representantes da prefeitura foi marcada para a próxima quarta-feira (6). As aulas devem retornar normalmente amanhã.
Os administrativos pedem a regularização das 30 horas, eleições para diretores, melhores condições de trabalho e implantação de plano de cargos e carreiras. Sob ameaças de demissões, Tabosa afirmou que apenas 10% das escolas municipais funcionaram hoje.
"Acontece que existem diretores que estão na escola há 15 anos e acham que são prefeitos com o poder de demitir os funcionários. Mas hoje nós mostramos que sem o administrativos as escolas não funcionam", disse Tabosa. Ele diz que o sindicato irá tomar providências quanto às ameaças, caso sejam confirmadas.
Segundo Tabosa, há cerca de um ano, a categoria havia conversado com a então secretária de Educação Ângela Brito - que entregou o cargo neste domingo (3) – sobre as condições e falta de servidores no setor, além de perseguições que sofreriam por parte de diretores. Como nada mudou, decidiram agir.
Sobre o reajuste, Tabosa afirmou que na quarta-feira (6) irá se reunir com representantes da prefeitura para discutir o índice pleiteado, que deverá ser de 25%. Na quinta-feira uma assembleia com os servidores será realizada para repassar as informações da reuniões.
A greve que teve início nesta segunda-feira (4), inclui monitores, bibliotecários, auxiliares de serviços diversos, auxiliares de secretaria e merendeiras, deve voltar na quinta-feira (7), caso o reajuste ou demais reivindicações não sejam atendidas.