O programa Cidade Limpa, lançado pela prefeitura no dia 16 de abril deste ano, não tem dado conta da demanda de serviços de limpeza que Campo Grande precisa e corre o risco de se tornar mais um programa inócuo. O mutirão, que prometeu mobilizar 1,5 mil trabalhadores pelas ruas e cerca de 150 máquinas, tem sido insuficiente e a população continua reclamando da falta de limpeza nas diversas regiões.
Cada equipe que atua nos bairros tem 50 pessoas, cinco caminhões e duas pá carregadeiras. Mas os matagais são vistos por toda cidade, áreas públicas e privadas tem sido transformadas em “depósitos de lixo” e continuam se transformando em um potencial criadouro para o mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue e da febre chikungunya.
Segundo o coordenador do Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CEEV), Elias Monteiro, não há uma previsão de aumento das equipes e nenhuma outra ideia além disso. “Se for necessário fazer um outro planejamento, nós fazemos, mas por enquanto não”, comentou.
A reportagem, de Izabela Carvalho, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.