Os médicos da rede municipal de saúde intensificaram a operação “tartaruga”, e os pacientes que não são considerados graves ficam horas na fila de espera nos postos de saúde. Todos os profissionais estão indo até as unidades, mas não atendem a população.
Com isso, cerca de 600 atendimentos que eram realizados todos os dias nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) foram reduzidos em apenas 200, queda de 65%. A príncpio, o Sindicato dos Médicos do Mato Grosso do Sul (Sinmed) havia informado que 30% dos médicos dos 1,2 mil que prestam atendimento na rede iriam trabalhar normalmente, mas, de acordo com a Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau), eles deixaram de atender pacientes das áreas verde e azul, que não são consideradas graves.
A primeira paralisação ocorreu no atendimento nas unidades básicas de saúde, onde requer agendamento de consultas. Sem avisar os pacientes que haviam marcado exame, muitos chegaram às unidades e tiveram de remarcar os procedimentos. A estudante Jéssica Martins, 21 anos, foi até a UBS do Bairro Tiradentes para realizar preventivo que estava marcado há mais de um mês, mas, para ser atendida, terá de esperar mais duas semanas; única data disponível para o exame. “É humilhante não receber atendimento”, comentou.
A reportagem, de Anny Malagolini, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.