O Programa de Microcrédito Produtivo e Solidário (Credigente), da Fundação Social do Trabalho (Funsat) de Campo Grande, departamento da prefeitura da cidade, que já é investigado por suspeita de irregularidades na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), pode ser sondado judicialmente por mais um crime.
A mais recente denúncia apontando irregularidade no órgão teria ocorrido em março de 2013. À época, o Credigente, que era comandado por indicados da vereadora Luiza Ribeiro (PPS), foi utilizado pelo atual secretário-geral do partido da parlamentar, Ivan Neiva Júnior, então chefe do programa, para um suposto favorecimento da própria mulher, Marizete Grance Romeo Neiva.
Marizete trabalha como Assistente Parlamentar V do gabinete da vereadora, na Câmara de Vereadores, desde maio de 2013. Foi ela quem pediu o empréstimo de R$ 2,5 mil e teve o crédito facilitado com apenas a assinatura do marido, eximindo totalmente os demais integrantes do comitê que aprova a concessão do benefício.
Estes indícios podem ser considerados crime de prevaricação, praticado por funcionário público contra a administração, já que agiu indevidamente para satisfazer interesse pessoal.
A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.