Acusado de abusar sexualmente de uma paciente no Hospital Geral Militar, Marcus Vinicius Carreira Bentes é alvo de investigação do Ministério Público do Estado por continuar trabalhando mesmo com o registro profissional (de médico urologista) cassado há quatro anos.
Além de ter sido médico major em Campo Grande, atuou em postos de saúde da Capital e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), foi demitido apenas em dezembro do ano passado, depois de ter ficado de atestado por 36 meses.
O crime pelo qual foi condenado é de 2007 e, antes disso, o médico já atendia na rede pública de saúde da Capital, como concursado. Ele fazia parte do quadro permanente de pessoal da prefeitura e estava lotado na Secretaria Municipal de Saúde Pública. No entanto, só no dia 12 de dezembro de 2014, a sua demissão foi cumprida. Além do caso em Campo Grande, Marcus Vinicius carrega mais acusações de abuso sexual durante o exercício da profissão, nos estados de São Paulo e Ceará.
A Sesau informou que os sucessivos pedidos de licença começaram em 2 de fevereiro de 2011 e que foram sendo renovados, por três anos.
A reportagem, de Anny Malagolini, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.