A paralisação dos 2,5 mil trabalhadores dos Centros de Educação Infantil (Ceinfs) de Campo Grande motivou o fechamento de 70% das creches da Capital. Sem acordo com a prefeitura, os trabalhadores afirmam que não voltarão para as creches nesta sexta-feira (15).
A reivindicação dos funcionários está relacionada com aumento salarial de 9% e diminuição da carga horário de 7h para 6 horas.
Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul (Senalba/MS), Maria Joana Pereira, nenhum representante da prefeitura recebeu os trabalhadores e, por isso, a greve vai continuar amanhã.
“Nós queremos ser atendidos pelo prefeito ou secretário de Administração, enquanto eles não nos receberem e fazer uma proposta, vamos continuar a paralisação”, afirmou.
De todos os 100 Ceinfs da Capital, os que abriram hoje, cerca de 30%, funcionam com funcionários concursados, que não fazem parte do sindicato que mobiliza os terceirizados.
Em nota divulgada há pouco, a prefeitura afirma que já está adotando medidas para garantir o funcionamento das creches. De acordo com o secretário Municipal de Administração, Wilson do Prado, se os funcionários não voltarem imediatamente ao trabalho serão substituídos.
Ao todo, 17 mil crianças são atendidas em creches de Campo Grande.