Com a paralisação dos trabalhadores de Centros de Educação Infantil de Campo Grande (Ceinfs) de Campo Grande, parte das creches estão fechadas nesta quinta-feira (13), ainda não há balanço de quantos crianças estão sem aula. Por outro lado, 278 mil alunos da rede estadual de ensino estão em casa porque os professores também iniciaram paralisação hoje.
Dos 2,5 mil trabalhadores das creches, os terceirizados, que são maioria, estão insatisfeitos com a remuneração de R$ 960 e a jornada de 7 horas diárias, eles pedem redução para 6 horas.
Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul (Senalba/MS), Maria Joana Pereira, muitos Ceinfs estão fechando as portas no meio de manhã. Outros continuam abertos porque trabalhadores concursados receberam as crianças.
A recreadora Marilene de Sousa Fernandes, que atua no Ceinf do Taquarussu, afirma que 190 crianças ficaram sem aula hoje. No Ceinf da Vila Jussara, cerca de 120 crianças ficaram sem aula.
Para a recreadora Angela Maria Soares de Oliveira, a redução de jornada de 7 para 6 horas é importante porque o trabalho “é estressante e temos que nos preocupar com até 70 crianças ao mesmo tempo”, afirmou.
REDE ESTADUAL
Os professores da rede estadual de ensino, que está sem aula hoje, seguem para a Assembleia Legislativa onde acompanharão votação de projeto de Lei nº 48/2015, que altera o PL nº 3244/2006, que trata sobre as eleições de diretores.
Ainda nesta quinta-feira, a categoria votará indicativo de greve que, se aprovada, terá início dia 21 (quinta-feira da semana que vem). A greve está relacionada ao reajuste salarial. A categoria alega que, para cumprimento da Lei Estadual, falta conceder reajuste de 10,98% que ficou pendente.
A reposição das aulas perdidas nesta quinta-feira serão feitas no próximo sábado (16) nas escolas da rede estadual.