Depois de o Governo do Estado não reajustar salários de maio, cabos e soldados da Polícia Militar e Bombeiros ameaçam desencadear um aquartelamento. O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul (ACS), Edmar Soares da Silva, disse ao Portal Correio do Estado que a categoria pede um reajuste entre 15% e 25%.
Silva encaminhou uma solicitação, nesta quarta-feira (14), ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) pedindo reconsideração da proposta de reajuste zero aos servidores militares.
De acordo com Soares, será feita uma assembleia geral com todos os servidores na próxima semana para discutir e criar um plano de ação para “tentar convencer o governador a dar o reajuste”.
Segundo Silva, a associação deseja ser recebida pelo governador para discutir as questões pertinentes e tentar chegar a um acordo. “Temos outras medidas a serem adotadas primeiro para chegar a um acordo, o aquartelamento é a medida extrema, a última das opções, mas nada está descartado”, disse Silva.
Segundo o presidente, em reunião para negociação com secretários de governo, o Executivo alegou que o aumento de maio foi antecipado para dezembro de 2014 e, por esse motivo, os salários não serão corrigidos em 2014.
A ACS afirma que o reajuste de 2014 foi referente aos anos de 2013 e 2014 e que pretendem discutir a questão pessoalmente com o governador. Além do aquartelamento, as entidades representativas dos servidores não descartam levar o caso à Justiça.